Costumo muito usar o e-mail para difundir conceitos, passar a minha experiência e conhecimentos, enfim alcançar o máximo de pessoas ao mesmo tempo. Até me apelidaram de escriba. Como profissional da Qualidade muitas vezes preciso ensinar caminhos para a melhoria contínua dos processos e organizações, preciso ajudar na mudança da cultura, de fazer os profissionais melhores e o e-mail ajuda muito.
Contudo o e-mail também pode se tornar um inimigo da Qualidade quando começa a se tornar um meio de comunicação para resolver problemas. Alguém inicia a língua de e-mails levantando um problema, outro entra dando a sua opinião, outro reclama de mais algo, outro pede para acrescentar mais e copia mais outros que também aumentam o assunto. Quando percebemos nem sabemos mais qual o assuto principal, perdemos o foco.
Pior, começamos no e-mail a definir ações, responsáveis, identificar causas, levando um imenso tempo perdido entre cada envio e resposta entre e-mails. E o cliente ou atingido pelo problema aguardando uma solução. O e-mail não é ferramenta para solução de problemas, apenas para comunicação, passagem de informações, levantamento de probemas, registros para evidenciar algo, etc.
Quando na sua organização um e-mail for e voltar na sua caixa de mensagens mais de 2 vezes sem um objetivo definido imediatamente convoque ua reunião com todos os envolvidos e, aí sim, frente a frente, identifique o evento, objetivo, causas e plano de ações (quem, como, quando). Faça a Ata da Reunião e aí volte ao e-mail para divulgação da Ata, ou seja 3 e-mails no máximo e não 10 como eu já vi.
Não esqueça que o processo de comuicação mais eficaz exige que se tenha certeza do entendimento da mensagem enviada e no e-mail não sabemos se o colega entendeu realmente o que queremos, imaginem para identificar causas e planos de ações...
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Pirâmide de Moslow
Gosto muito
de usar a pirâmide de Moslow para identificar em que fase eu estou na vida,
seja pessoal ou profissional. Também ajuda a entender porque os meus colegas ou
membros da minha equipe se comportam de certas maneiras. Costumamos viajar por todos os patamares da
pirâmide ou por alguns deles e não só estamos num em particular, dependendo do
nosso dia a dia. Mas um deles, pela nossa experiência de vida é o mais
importante. Entre a base chamada
fisiologia e que é fundamental para a nossa existência e a realização pessoal
está toda a nossa vida até o momento. Em algum momento precisamos de segurança
num acidente, precisamos buscar um emprego, tivemos que cuidar do corpo, isto
mesmo estando já no topo da pirâmide. Tivemos de voltar lá embaixo, nos
lembrarmos de que somos frágeis.
Temos uma
família maravilhosa, mas não temos respeito no trabalho, não somos reconhecidos
pelo grupo. Somos seres grupais, precisamos viver em comunidade, sermos
reconhecidos, gostamos de receber elogios. Logo ao chegarmos ao patamar da
Estima estamos nos sentindo úteis para a comunidade. Tanto este patamar como o
do Amor/Relacionamento estão muito interligados e influenciam um ao outro. Se
estivermos felizes em casa transmitimos isto na comunidade e vice-versa, pelo
menos na maioria das vezes. É nestes dois patamares que devemos estar na fase
atual de desenvolvimento da nossa sociedade. Claro que ás vezes voltando aos
patamares anteriores dependendo do momento. Se sofrermos um acidente numa
estrada, no meio do nada, teremos os patamares de Segurança e Fisiologia
altamente priorizados, lá vamos querer saber dos outros.
Como você se
vê? Onde você está na maioria dos seus dias? O que você faz para galgar um
patamar e subir na pirâmide? E se é um líder, sabe identificar onde os membros
da sua equipe se encontram e o que precisam para subir na pirâmide e ajudar o
time a subir também?
Toda a minha
experiência de vida pessoal e profissional me colocam no topo da pirâmide.
Claro que não sou demagogo em dizer que não quero um emprego e salário bons
(Segurança), que não quero amar a minha esposa e manter a nossa intimidade, que
não quero ser reconhecido pelo que faço, mas a vida tem me ensinado a escalar
os patamares e a querer ajudar os outros a me acompanharem. A moralidade, a
ética, o entender o que me cerca, a aceitação de que estou aqui para seguir um
plano que eu mesmo determinei ao vir para este mundo, o entender o outro como
um semelhante com os mesmos defeitos e qualidade do que eu. Não é mais nenhum
dos pilares abaixo da Realização Pessoal que me faz sair dele a não ser por
momentos de necessidade. Este topo da pirâmide já é o meu patamar e quero que
todos os meus me alcancem para entenderem o que é ser completo... A idade, a
experiência de vida em guerra, amor, ódio, vingança, soberba, doenças dando
alerta que você está precisando mudar, companheirismo, tudo isto nos ajuda a
mudarmos e evoluirmos. Reflita e tente
se achar na pirâmide... Crie um plano para galgar os patamares e chegar ao topo
onde todos deveríamos estar se soubéssemos identificar nossos pontos fracos e
os trabalhássemos...
domingo, 7 de abril de 2013
Importância do Planejamento
Importância do Planejamento
Temos
percebido inúmeros produtos tendo de passar por “recalls” porque houve
problemas no projeto, alguém se esqueceu de identificar algum risco e criar uma
ação preventiva (mitigação) para aquilo. Precisávamos lançar aquele produto no mercado
para vencer a concorrência e precisávamos ser velozes. Adiantou? O que ganhamos
de rapidez nós perdemos em dinheiro e, pior, comprometemos a imagem do produto
e da empresa diante do cliente final. Isto não vale só para produtos
propriamente ditos e sim com processos, com mudanças na nossa organização,
projetos em geral, etc. O que fazer? Investir mais no planejamento inicial, ali
é hora de gastar dinheiro, tempo, esforço. Vamos entender melhor olhando a
figura abaixo.
Todo
o produto, seja produto, processo, mudanças organizações, etc., tem 4 fases que
começam na introdução, crescimento, maturidade e declínio. Se investirmos
pesado na introdução os custos serão menores em questão a perdas do que se
tivermos problemas com o produto na sua fase de maturidade. O prejuízo será
grande se tivermos de fazer mudanças nesta fase. Quando está na fase de
declínio, pior ainda, prejuízo maior, estaremos gastando já sem retorno
merecido.
Então
o que fazer? Vamos parar de fazer as coisas às pressas principalmente na hora
do início do produto, ou seja, no projeto. É no projeto, antes da introdução do
produto, que devemos trabalhar mais, em grupo, envolvendo a área de suprimentos
para que alerte sobre os “lead times” dos fornecedores, preços, etc. Envolvendo
a Qualidade para que defina os testes necessários do protótipo, riscos do
produto, ações mitigadoras, etc. Envolvendo a Produção para que se programe
para fabricar o protótipo e depois os lotes piloto e lotes de série. Mas o
projeto não se aplica só a um produto propriamente dito. Projeto é todo o
conjunto de tarefas para obter um resultado com um início e um fim
determinados. Vejam na figura abaixo as fases de um projeto.
Através
de ferramentas de gestão de projetos como o PMBOK, “Project, Management Body of
Knowledge” do PMI, “Project Management Institute” pode se criar um projeto com plano
de comunicação reforçando as interfaces dos processos, plano de riscos,
cronograma, etc. Isto torna o projeto mais seguro, sem, no entanto, prejudicar
a sua velocidade. Melhor, teremos o histórico do projeto com lições aprendidas,
“lessons learned” que ajudarão outros projetos. Tudo isto para dizer que
devemos “perder” tempo e esforço no início, no planejamento. Ali podemos gastar
mais para que tenhamos um produto sustentável, forte no mercado. Isto, reforço,
vale para qualquer coisa que estejamos pensando em criar, até mudanças na nossa
organização. Queremos sucesso? Façamos um planejamento adequado, identificando
todas as possibilidades de haver problemas (riscos), envolvamos todos os
processos e profissionais chave. Em grandes empresas e projetos usam-se
ferramentas avançadas como DFMEA, PFMEA, FTA, etc. Mas o foco deverá ser um
Planejamento adequado, sem pressa. Na figura acima vemos que as despesas
maiores num projeto costumam ser na execução do projeto e devemos entender que deveríamos
gastar mais na fase de iniciação e do planejamento para que os erros sejam
minimizados logo no início tornando mais barato o projeto. Depois que o
protótipo foi feito levantamos o problema de uma peça que necessita mudar o
material, já pensaram os transtornos com novo fornecimento, novos testes? Vamos
pensar nisto antes de começarmos a criar desenfreadamente alguma coisa?
Carlos
Filipe dos Santos Lagarinhos
Engro.
Industrial Mecânico, Auditor
(11)996512289
quinta-feira, 14 de março de 2013
A Qualidade
O que
realmente é a Qualidade
Durante o correr dos anos temos visto inúmeras inovações na área da
Qualidade. Começamos com a inspeção através do controle da qualidade, o
controle estatístico do processo (CEP), começamos a pensar mais sistemicamente
através da garantia da qualidade e chegando-se a administração da qualidade
total, conforme figura 1 abaixo.
Fig. 1- Qualidade ao longo do
tempo
A nova ISO 9001 prevista para 2015 já abrange a gestão de riscos, afinal
as empresas tomam decisões estratégicas sem ter a visão sistêmica que tem a
Qualidade. Também enfoca a identificação das necessidades e expectativas dos
clientes. As boas empresas já usam estes dois critérios ao colocar a Qualidade
em níveis hierárquicos mais altos, sem autoridade, contudo com a possibilidade de
identificar os riscos (risk assessment) e coordenar a gestão dos mesmos (risk
management) como se faz bem na indústria aeronáutica. Acontece que ainda vemos
empresas sem seguir o básico que é a norma ISO, dizendo que a mesma é “carne de
vaca”, todo o mundo tem e não serve para nada não sendo ter o certificado para
usá-lo comercialmente. Então começam a buscar outras ferramentas, outros
conceitos.
Começamos a ver ferramentas voltadas para a produção com produtividade
como Lean e a sua origem, o Sistema Toyota de Produção, Kaizens sendo usados
como ferramentas da Qualidade, surgem consultores com novas invenções como se
tivessem achado a descoberta da Qualidade final.
O que todos fazem é usar o que existe à anos, dão uma roupagem diferente
e dizem que resolveram, que acharam a resolução de todos os problemas. As mais
modernas e avançadas ferramentas, que pensam tanto em qualidade como
produtividade estão dentro do Lean SixSigma. Mesmo assim temos de alertar que
não adianta nada isto se a Alta Direção da empresa não tiver a noção básica do
que é e como é formado um Sistema de Gestão da Qualidade baseado numa norma ISO,
a qual é elaborada por mais de 20 países. Enquanto vemos empresas chamando a
Qualidade de Controle da Qualidade percebemos que a mesma só conhece a parte
operacional da Qualidade, voltada à inspeção, ao produto e aos processos de
produção através do CEP. Não tem visão sistêmica, não entende a cadeia de todos
os processos incluindo os administrativos gerando produtos como fornecedores e
clientes internos e com monitoramento da eficácia desses processos através de
indicadores de desempenho para que sejam identificadas oportunidades de
melhoria e deficiências. Isto é melhoria contínua. A norma ISO não é “carne de
vaca”, é uma ferramenta para se estruturar um eficaz Sistema de Gestão da
Qualidade e dando uma padronização a todos os processos. Não necessariamente a
empresa precise ser certificada ISO, mas pode e deve usar a norma como um guia
para ser melhor, melhor até que outras que são certificadas, apenas com um
certificado pendurado nas suas paredes, como Marketing.
A alta Direção de uma empresa precisa ter esse conhecimento que a
Qualidade é o seu melhor consultor e assessor, pois ela tem as ferramentas e
conceitos que lhe mostram os riscos e ações mitigadoras nas tomadas de decisões
que envolvam os processos, todos os processos que possam vir a impactar na
Qualidade final do seu produto e não atender as necessidades e expectativas dos
clientes finais. Não é que a norma ISO ou todas as outras ferramentas não
funcionam e com isso estão obsoletas ou só servem para Marketing. Acontece que
mudar a cultura de uma empresa, fazer com que todos entendam o que realmente é
a Qualidade e que ela está em todos os processos da empresa, demora e precisa
de um maior comprometimento da Alta Direção. Como a tendência da Alta Direção é
ver produtividade e lucros em curto prazo, não tem tempo para esperar essa
mudança cultural e esse aprendizado com a norma. Não vai saber aproveitar as
lições aprendidas (“lessons learned”), não vai ter a cadeia de processos
amarrados como fornecedores X clientes, não vai ter a identificação de causas.
Não vai ter definidos por toda a organização os indicadores de
desempenho ou os terá deficientes não espelhando objetivos reais, não terá a
melhoria contínua. Pior, pode ter ferramentas aplicadas com foco de
produtividade priorizando os processos produtivos e se esquecendo de que estes
dependem muito de outros processos administrativos como Suprimentos, PCP,
Gestão de Pessoas, Comercial, etc... Não inventem uma nova roda se ainda não
sabem como colocar a velha e tradicional roda no seu veículo. Decisões
estratégicas para a empresa são tomadas sem ser consultada a principal
consultoria interna que tem a visão do todo e pode identificar os riscos e
recomendar ações mitigadoras para esses riscos. Não existe uma preocupação de a
empresa estar próximo ao cliente para identificar as suas necessidades como
fazem algumas empresas já no projeto do seu produto fazendo com que o cliente
faça parte da equipe de projeto. Por isso as mudanças que vêm aí na norma ISO
focando estes dois pontos. E a sua empresa como pensa, ainda nem ISO tem e quer
ter um Lean SixSigma, um WCM (World Class Manufacturing), etc.? Vai continuar
contratando aquele consultor que trás uma inovação da Qualidade se nem o básico
você e a sua empresa percebem? Muitos fazem de maneira diferente a mesma coisa,
mas poucos fazem a coisa correta e simples. Inventam processos e ferramentas
que nada mais são do que uma nova maneira de se aplicar o que a Qualidade já
conhece a anos. Ganham dinheiro em cima do desconhecimento das Altas Direções
que não entendem que o fazer o básico é o primeiro passo. A sua empresa está
preocupada só com a produtividade, vender bastante, mas uma vez só e ver a sua
galinha de ovos de ouro morrer? Ou prefere ser sustentável, não digo
sustentabilidade de meio ambiente, digo sustentabilidade de forte, de se manter
em primeiro no mercado, ser reconhecida como uma empresa que tem um Sistema de
Gestão da Qualidade reconhecido a aprovado por uma certificadora e não uma
empresa que usa ferramentas da Qualidade para apagar incêndios com uma
mentalidade reativa e não pro-ativa.
(11) 996512289
sábado, 2 de março de 2013
Porrada no outro
Temos visto uma mudança nos processos de criação de animais. Quem cuida de porcos por exemplo, tem percebido que ao cuidar melhor dos animais, inclusive no transporte, obtem uma carne muito mais saborosa. Não podemos mais levar os porcos amontoados no caminhão. Com carne de vaca, a mesma coisa, a vaca estressada dá uma carne com ácidos eprodutos decorrentes da adrenalina.
Engraçado só entre nós humanos é que ainda estamos longe de pensar assim. Alguns que se acham chefes, líderes, professores, tratam os seus subordinados ou "inferiores" como inferiores, ignorantes e os tratam mal, sem respeito. Ainda vemos gerentes ou diretores gritando com os seus subordinados, os chamando a atenção na frente da equipe, os insultando, faltando com o respeito pelo ser humano. O poder lhes sobe à cabeça e se esquecem que estão alí para conduzirem alguém e não para comandar. O ser humano se motiva com desafios, não com humilhações. Cabe ao verdadeiro lider saber identificar os pontos fortes e os usar e, quando identificar os pontos fracos, é responsabilidade dele os mudar e não os ressaltar diante dos outros. Isto destroi o ego do subordinado, cria o ódio, o medo e esse falso líder não mais conseguirá extrarir o que existe de bom nesse profissional. O comandado, o aluno, etc. vai ter medo de fazer algo que logo o chefe , ou professor, técnico, vai dar "porrada", então, melhor não fazer ou fazer o mínimo para não dar chance. Não cria mais, vira um robô, lá se vai a produtividade, a criatividade. Aí, esse falso líder o manda embora, quando ele que deveria ser mandado embora, ele é culpado da perda de "knowledge", de alta rotatividade, de baixa produtividade, de desmotivação da equipe. Ele se esquece que é tão funcionário, mesmo se for presidente da organização, como aqueles que ele humilha, a sua renda vem do mesmo lugar e é a sua equipe que faz, não ele. O líder deve conduzir e para o fazer deve saber extrair o que cada um tem de bom e não ser um sargento do exército que nunca chega a ser oficial, vai sempre ser o mandão, o carrasco e só vai é prejudicar as pessoas. Como a organização é feita de pessoas, esse falso líder só vai prejudicar a mesma. Quando as empresas vão perceber que esses desrespeitosos falsos líderes não servem mais no mundo de hoje? Ah, mas eles dão resultado...A qual custo? E por quanto tempo? E os resultados não seriam maiores se ele fossa um verdadeiro líder? Aquele que não precisa gritar, insultar, aquele que sabe conduzir uma equipe e tirar tudo dela pela motivação e não pelo terror é o que respeita o seu semelhante sem no entanto esquecer dos objetivos da equipe.
Engraçado só entre nós humanos é que ainda estamos longe de pensar assim. Alguns que se acham chefes, líderes, professores, tratam os seus subordinados ou "inferiores" como inferiores, ignorantes e os tratam mal, sem respeito. Ainda vemos gerentes ou diretores gritando com os seus subordinados, os chamando a atenção na frente da equipe, os insultando, faltando com o respeito pelo ser humano. O poder lhes sobe à cabeça e se esquecem que estão alí para conduzirem alguém e não para comandar. O ser humano se motiva com desafios, não com humilhações. Cabe ao verdadeiro lider saber identificar os pontos fortes e os usar e, quando identificar os pontos fracos, é responsabilidade dele os mudar e não os ressaltar diante dos outros. Isto destroi o ego do subordinado, cria o ódio, o medo e esse falso líder não mais conseguirá extrarir o que existe de bom nesse profissional. O comandado, o aluno, etc. vai ter medo de fazer algo que logo o chefe , ou professor, técnico, vai dar "porrada", então, melhor não fazer ou fazer o mínimo para não dar chance. Não cria mais, vira um robô, lá se vai a produtividade, a criatividade. Aí, esse falso líder o manda embora, quando ele que deveria ser mandado embora, ele é culpado da perda de "knowledge", de alta rotatividade, de baixa produtividade, de desmotivação da equipe. Ele se esquece que é tão funcionário, mesmo se for presidente da organização, como aqueles que ele humilha, a sua renda vem do mesmo lugar e é a sua equipe que faz, não ele. O líder deve conduzir e para o fazer deve saber extrair o que cada um tem de bom e não ser um sargento do exército que nunca chega a ser oficial, vai sempre ser o mandão, o carrasco e só vai é prejudicar as pessoas. Como a organização é feita de pessoas, esse falso líder só vai prejudicar a mesma. Quando as empresas vão perceber que esses desrespeitosos falsos líderes não servem mais no mundo de hoje? Ah, mas eles dão resultado...A qual custo? E por quanto tempo? E os resultados não seriam maiores se ele fossa um verdadeiro líder? Aquele que não precisa gritar, insultar, aquele que sabe conduzir uma equipe e tirar tudo dela pela motivação e não pelo terror é o que respeita o seu semelhante sem no entanto esquecer dos objetivos da equipe.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Nós e a religião
Discutir religião, futebol e política nunca tem fim, logo este texto não é para discutirmos, é apenas uma opinião minha...
Discutir religião, futebol e política nunca tem fim, logo este texto não é para discutirmos, é apenas uma opinião minha...
A religião
sempre foi necessária na existência humana para que nós tivéssemos um guia, um
rumo espiritual. Entendermos que somos muito mais do que este corpo físico, que
pertencemos a algo bem maior, que somos uma criação divina. O problema é que a
religião foi criada por nós homens e, como homens, nós estamos sujeitos a
falhas, a definições preconcebidas, julgamentos do que é certo ou errado sem
nem sabermos realmente o que é certo ou errado. Se nós somos sujeitos a falhas
e a religião é formada por nós, a religião também está sujeita a falhas. Vemos padres pedófilos, vemos guerra pelo
poder dentro da Santa Sé, o Papa renunciando, interesses que não fazem parte da
igreja sendo levados em conta em detrimento do levar o amor do Pai a todos.
Vemos Yatolás propagando o ódio a outras raças, fomentando o terrorismo em nome
de Alá. Vemos pastores que só buscam enriquecer à custa de fiéis desesperados
por um consolo, por uma luz que os ajude nos problemas diários. São donos de
mansões, fazendas, graças ao tal do dízimo. Mas está na Bíblia. Quem escreveu a
bíblia? Homens e, novamente, lembro que os homens têm a sua natureza falha.
Imaginem, ao longo dos anos, interesses, conhecimentos diferentes, julgamentos,
preconceitos serem introduzidos nas religiões fazendo a interpretação da Bíblia
mudar. Na idade média não tínhamos a
inquisição perseguindo os diferentes quando Jesus disse que a eles é que ele
veio. Influenciados pelo erro humano. Se a religião é formada pelo homem e este
falha, a religião é falha também. Deus, este sim, não é falho, nele eu
acredito, Ele eu sigo e para Ele eu peço luz para que tenha amor por todos como
ele quer, que entenda que sou falho e que preciso da compreensão Dele neste
caminho aqui na terra. Não é indo à igreja, ao templo, à mesquita, que eu
estarei sendo mais escutado por Ele, é a conversa do meu coração com Ele, seja
onde eu estiver, que é a maneira mais profunda desse contato. Como religiões
cheias de defeitos, de seres humanos cheios de erros e pecados podem me dizer
qual caminho tomar? Claro que é maravilhoso ir a uma igreja e naquele silêncio
conversar com Ele, com os espíritos, anjos ou santos, a ligação é enorme, mas
não sendo eu obrigado a seguir conceitos que nos dizem ser pecado se não o
fizermos. Quem definiu que é pecado? O homem? E quem é ele para dizer isso? Se
não fosse a religião a terra estava caótica, estava sem rumo, sem diretrizes de
vida e conceitos como o da importância da família. Contudo estamos num nível de
evolução que nos faz questionar por algo mais. Por isso temos tantas pessoas
migrando de religião para religião em busca de algo que não sabem, mas que as
religiões não lhes dão. Aquele padre, aquele pastor e, estes são bons nisso,
que gritar mais, que ameaçar mais, que convencer mais que Deus é tirano e que
os castigará, conseguirá cativar por algum tempo aquele fiel. Mas, logo
perceberá que ali não é o caminho e migrará para outra religião em busca da
Verdade. Se não se matar como homem bomba com a promessa de ir para o paraíso
rodeado de mulheres, leite, frutas, etc. E qual é a verdade? Está dentro de
nós, estamos aqui de passagem e com a função de evoluirmos espiritualmente,
amar os outros como Ele nos ama, pagarmos nossas dívidas e sermos pagos pelos
que nos devem (perdoai os nossos pecados assim como perdoo a quem nos tem
ofendido). Não julguemos e não condenemos e perdoemos os outros e a nós mesmos.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Posição da Qualidade numa organização
Mesmo num mundo falando em ferramentas mais avançadas para a melhoria das organizações como Six Sigma, Lean Six Sigma, etc. ainda percebemos um grande número de presidentes e diretores de empresas sem a visão sistêmica que a Qualidade exige. Ainda vemos altas direções falando tanto em controle da qualidade não entendendo que esta é uma parte da qualidade. Controle da qualidade é focada em controlar o processo e o produto para assegurar que atende os requisitos, as necessidades para o qual ele foi projetado. É direcionado ao produto, à inspeção, não abrange os conceitos de processos, de melhoria contínua como um sistema, de objetivos, metas e indicadores de desempenho a nível de organização. Normalmente o controle da qualidade foca a parte operacional da empresa, a execução do produto (o qual pode ser um serviço de logística, prestação de serviço, etc.). E aqueles processos de gestão e apoio, como Compras, RH, Comercial ou Vendas, etc.? Não interferem na qualidade final do produto daquela empresa? Aí vemos empresários ou profissionais de alta direção montando organogramas com a qualidade subordinada a operações, ou longe da alta direção porque eles só conhecem processos produtivos. Não entendem o que é um Sistema de Gestão da Qualidade que possue a visão sistêmica de envolver todos os processos. Por isso, ao entrar na atual empresa, a primeira coisa que fiz como gestor do processo foi pegar o processo da Qualidade e dividi-lo em dois, Controle da Qualidade e Garantia da Qualidade. A qualidade não deve se ater apenas ao produto e sim a todo o sistema da empresa com foco em que todos os processos que possam afetar a qualidade do produto estejam sendo avaliados. E quando a diretoria começa a tomar decisões envolvendo os processos sem ter esse conhecimento sobre a real posição da qualidade começa a comprometer a satisfação dos "steakholders" (interessados como acionistas, gerentes, funcionários, clientes, etc.). A Garantia da Qualidade serve justamente para ter essa visão sistêmica, para emitir recomendações visando a melhoria contínua da organização como um sistema dentro do qual estão todos esses processos que podem interferir na qualidade do produto. Se o processo da Qualidade estiver subordibado diretamente á produção, ou operações e longe da alta direção, a organizção está só pensando no Controle da Qualidade e não no Sistema de Gestão da Qualidade, pois não valoriza a outra parte, a Garantia da Qualidade. O processo da Qualidade deve ter insenção, imparcialidade, para poder olhar os processos com a visão do cliente, o qual ela representa, logo, como fazer isso se interesses de processos acima dela podem fazer com que essa autoridade esteja comprometida? Então a alta direção da empresa está só preocupada com a produtividade, com os resultados e não com a satisfação do cliente final e da sustentabilidade da empresa no mercado. Diversas empresas têm a qualidade posicionada entre a alta direção ou até mesmo como um processo assessor da direção para que possa emitir recomendações imparciais a todos os processo com uma visão sistêmica, identifiando todos como fornecedores e clientes internos alcançando os objetivos ou não e cobrando ações para isto.
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