Como ainda existem alta direções de empresas que não consegue ver o quanto é bom ou não um profissional para poder ocupar um cargo de gestão. Vemos um gerente se esquivando de responsabilidades para o seu processo e a sua equipe, vemos processos clientes internos reclamando e, ainda assim esse gerente é bem visto pela direção, apenas porque é um marqueteiro. Vende bem a sua imagem, realiza apresentações ótimas e enfeitadas, mostra uma superficialidade enorme como uma obra construída sobre um chão arenoso. O problema é que essa edificação pode demorar cair e vai levar junto a empresa. Pior, esta visibilidade deficiente da alta direção desmotiva aqueles que vestem a camisa da empresa e não têm o devido reconhecimento.
A empresa perde, porque as equipes começam a não acreditar na ética, no fazer bem feito, pois o que não faz bem feito, o que escapa como um sabonete das responsabilidades, que não se arvora como dono do seu processo, que foge de problemas, este si, é premiado.
Aquele profissional que, quando uma equipe se reúne para melhor os processos e alguma parte é dele, o mesmo trata de negar que o seu processo deva assumir aquele pedaço. Constrói o seu mundinho dentro da empresa e se torna rei desse mundinho e a alta direção não percebe e esse seu reino vai afundar muitas melhorias e profissionais.
A pior coisa para uma equipe é se valorizar o profissional errado, que não veste a camisa da empresa e sim a sua. Toda a equipe percebe, fala desse profissional, é até chacota dos seus próprios liderados, mas sabe ser marqueteiro para a alta direção e lá está ele valorizado, premiado. Que pena, ainda haverem profissionais desses no mundo tão mais inteligente de hoje.
Até quando?
segunda-feira, 24 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Parar um pouco de ser bombeiro
Já fui muito bombeiro, apagando
incêndios na empresa, na vida, sempre correndo atrás de resolver problemas, me
sentia útil, pro-ativo, visto. Quantos hoje eu olho e vejo sem almoçar porque
têm reunião importante, saem altas horas do emprego, se sentem como eu me
sentia. Alimentados pelas emergências, pelo ter de resolver algo. Se sentem mal
se não tiverem correndo, apagando fogo. Com isso não param para pensar, não
buscam o conhecimento, param no tempo, não têm tempo nem de aprender com os
erros e acertos. Não evoluem. Pior, não vêm a vida passar, não aproveitam um
segundo, quanto mais um ano. Vem o estresse, doenças, a velhice. Olham para
trás e veem o abraço que não deram e o beijo que não tomaram por não terem
tempo de oferecer os lábios. Não sentiram o que realmente é viver porque
estavam tentando ser eficaz, alcançarem os objetivos, muitas vezes não os seus,
no entanto sem serem eficientes. Chegarem a algum lugar sem nem pensarem no
custo. A vida nos ensina que estamos aqui para evoluir, aprender, amar a tudo e
a todos e desperdiçamos isso em busca do poder, da ganância, do querer mais e
mais. Não aproveitamos aquilo que temos de melhor, aquilo para o qual viemos
nesta vida. Nós somos melhores do que fomos na outra vida? Fazemos os nossos
serem melhores do que nós? Somos um instrumento Dele para que tudo o que nos
cerca sirva a Ele e ao nosso desenvolvimento. Como evoluirmos se nem paramos
para analisar como foi o nosso dia, o que poderíamos ter feito melhor, agradecer
o que o universo conspirou a nosso favor? Cada vez que sento aqui escutando
músicas como The Gregorians, Era, Enya, medito, entro em alfa e entendo como
não perco mais energia com coisas que não me fazem bem e nem fazem bem aos que
me cercam. Tento identificar o que
poderia ter feito de bem aos que vivem na minha vida, nesta vida. Tento não ser
um simples bombeiro, tento entender onde tem o fogo para que possa no dia
seguinte apagá-lo. Olho para aqueles sem comer, sem pensar, correndo todo o dia
atrás do que nem sabem o que é e perdem mais um dia de chance de evoluírem. A
vida nos obriga, mas precisamos tirar uma horinha por dia para pensarmos na
nossa alma, no nosso interior, em nós. Só dependemos de nós mesmos para as
decisões corretas.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Costumo muito usar o e-mail para difundir conceitos, passar a minha experiência e conhecimentos, enfim alcançar o máximo de pessoas ao mesmo tempo. Até me apelidaram de escriba. Como profissional da Qualidade muitas vezes preciso ensinar caminhos para a melhoria contínua dos processos e organizações, preciso ajudar na mudança da cultura, de fazer os profissionais melhores e o e-mail ajuda muito.
Contudo o e-mail também pode se tornar um inimigo da Qualidade quando começa a se tornar um meio de comunicação para resolver problemas. Alguém inicia a língua de e-mails levantando um problema, outro entra dando a sua opinião, outro reclama de mais algo, outro pede para acrescentar mais e copia mais outros que também aumentam o assunto. Quando percebemos nem sabemos mais qual o assuto principal, perdemos o foco.
Pior, começamos no e-mail a definir ações, responsáveis, identificar causas, levando um imenso tempo perdido entre cada envio e resposta entre e-mails. E o cliente ou atingido pelo problema aguardando uma solução. O e-mail não é ferramenta para solução de problemas, apenas para comunicação, passagem de informações, levantamento de probemas, registros para evidenciar algo, etc.
Quando na sua organização um e-mail for e voltar na sua caixa de mensagens mais de 2 vezes sem um objetivo definido imediatamente convoque ua reunião com todos os envolvidos e, aí sim, frente a frente, identifique o evento, objetivo, causas e plano de ações (quem, como, quando). Faça a Ata da Reunião e aí volte ao e-mail para divulgação da Ata, ou seja 3 e-mails no máximo e não 10 como eu já vi.
Não esqueça que o processo de comuicação mais eficaz exige que se tenha certeza do entendimento da mensagem enviada e no e-mail não sabemos se o colega entendeu realmente o que queremos, imaginem para identificar causas e planos de ações...
Contudo o e-mail também pode se tornar um inimigo da Qualidade quando começa a se tornar um meio de comunicação para resolver problemas. Alguém inicia a língua de e-mails levantando um problema, outro entra dando a sua opinião, outro reclama de mais algo, outro pede para acrescentar mais e copia mais outros que também aumentam o assunto. Quando percebemos nem sabemos mais qual o assuto principal, perdemos o foco.
Pior, começamos no e-mail a definir ações, responsáveis, identificar causas, levando um imenso tempo perdido entre cada envio e resposta entre e-mails. E o cliente ou atingido pelo problema aguardando uma solução. O e-mail não é ferramenta para solução de problemas, apenas para comunicação, passagem de informações, levantamento de probemas, registros para evidenciar algo, etc.
Quando na sua organização um e-mail for e voltar na sua caixa de mensagens mais de 2 vezes sem um objetivo definido imediatamente convoque ua reunião com todos os envolvidos e, aí sim, frente a frente, identifique o evento, objetivo, causas e plano de ações (quem, como, quando). Faça a Ata da Reunião e aí volte ao e-mail para divulgação da Ata, ou seja 3 e-mails no máximo e não 10 como eu já vi.
Não esqueça que o processo de comuicação mais eficaz exige que se tenha certeza do entendimento da mensagem enviada e no e-mail não sabemos se o colega entendeu realmente o que queremos, imaginem para identificar causas e planos de ações...
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Pirâmide de Moslow
Gosto muito
de usar a pirâmide de Moslow para identificar em que fase eu estou na vida,
seja pessoal ou profissional. Também ajuda a entender porque os meus colegas ou
membros da minha equipe se comportam de certas maneiras. Costumamos viajar por todos os patamares da
pirâmide ou por alguns deles e não só estamos num em particular, dependendo do
nosso dia a dia. Mas um deles, pela nossa experiência de vida é o mais
importante. Entre a base chamada
fisiologia e que é fundamental para a nossa existência e a realização pessoal
está toda a nossa vida até o momento. Em algum momento precisamos de segurança
num acidente, precisamos buscar um emprego, tivemos que cuidar do corpo, isto
mesmo estando já no topo da pirâmide. Tivemos de voltar lá embaixo, nos
lembrarmos de que somos frágeis.
Temos uma
família maravilhosa, mas não temos respeito no trabalho, não somos reconhecidos
pelo grupo. Somos seres grupais, precisamos viver em comunidade, sermos
reconhecidos, gostamos de receber elogios. Logo ao chegarmos ao patamar da
Estima estamos nos sentindo úteis para a comunidade. Tanto este patamar como o
do Amor/Relacionamento estão muito interligados e influenciam um ao outro. Se
estivermos felizes em casa transmitimos isto na comunidade e vice-versa, pelo
menos na maioria das vezes. É nestes dois patamares que devemos estar na fase
atual de desenvolvimento da nossa sociedade. Claro que ás vezes voltando aos
patamares anteriores dependendo do momento. Se sofrermos um acidente numa
estrada, no meio do nada, teremos os patamares de Segurança e Fisiologia
altamente priorizados, lá vamos querer saber dos outros.
Como você se
vê? Onde você está na maioria dos seus dias? O que você faz para galgar um
patamar e subir na pirâmide? E se é um líder, sabe identificar onde os membros
da sua equipe se encontram e o que precisam para subir na pirâmide e ajudar o
time a subir também?
Toda a minha
experiência de vida pessoal e profissional me colocam no topo da pirâmide.
Claro que não sou demagogo em dizer que não quero um emprego e salário bons
(Segurança), que não quero amar a minha esposa e manter a nossa intimidade, que
não quero ser reconhecido pelo que faço, mas a vida tem me ensinado a escalar
os patamares e a querer ajudar os outros a me acompanharem. A moralidade, a
ética, o entender o que me cerca, a aceitação de que estou aqui para seguir um
plano que eu mesmo determinei ao vir para este mundo, o entender o outro como
um semelhante com os mesmos defeitos e qualidade do que eu. Não é mais nenhum
dos pilares abaixo da Realização Pessoal que me faz sair dele a não ser por
momentos de necessidade. Este topo da pirâmide já é o meu patamar e quero que
todos os meus me alcancem para entenderem o que é ser completo... A idade, a
experiência de vida em guerra, amor, ódio, vingança, soberba, doenças dando
alerta que você está precisando mudar, companheirismo, tudo isto nos ajuda a
mudarmos e evoluirmos. Reflita e tente
se achar na pirâmide... Crie um plano para galgar os patamares e chegar ao topo
onde todos deveríamos estar se soubéssemos identificar nossos pontos fracos e
os trabalhássemos...
domingo, 7 de abril de 2013
Importância do Planejamento
Importância do Planejamento
Temos
percebido inúmeros produtos tendo de passar por “recalls” porque houve
problemas no projeto, alguém se esqueceu de identificar algum risco e criar uma
ação preventiva (mitigação) para aquilo. Precisávamos lançar aquele produto no mercado
para vencer a concorrência e precisávamos ser velozes. Adiantou? O que ganhamos
de rapidez nós perdemos em dinheiro e, pior, comprometemos a imagem do produto
e da empresa diante do cliente final. Isto não vale só para produtos
propriamente ditos e sim com processos, com mudanças na nossa organização,
projetos em geral, etc. O que fazer? Investir mais no planejamento inicial, ali
é hora de gastar dinheiro, tempo, esforço. Vamos entender melhor olhando a
figura abaixo.
Todo
o produto, seja produto, processo, mudanças organizações, etc., tem 4 fases que
começam na introdução, crescimento, maturidade e declínio. Se investirmos
pesado na introdução os custos serão menores em questão a perdas do que se
tivermos problemas com o produto na sua fase de maturidade. O prejuízo será
grande se tivermos de fazer mudanças nesta fase. Quando está na fase de
declínio, pior ainda, prejuízo maior, estaremos gastando já sem retorno
merecido.
Então
o que fazer? Vamos parar de fazer as coisas às pressas principalmente na hora
do início do produto, ou seja, no projeto. É no projeto, antes da introdução do
produto, que devemos trabalhar mais, em grupo, envolvendo a área de suprimentos
para que alerte sobre os “lead times” dos fornecedores, preços, etc. Envolvendo
a Qualidade para que defina os testes necessários do protótipo, riscos do
produto, ações mitigadoras, etc. Envolvendo a Produção para que se programe
para fabricar o protótipo e depois os lotes piloto e lotes de série. Mas o
projeto não se aplica só a um produto propriamente dito. Projeto é todo o
conjunto de tarefas para obter um resultado com um início e um fim
determinados. Vejam na figura abaixo as fases de um projeto.
Através
de ferramentas de gestão de projetos como o PMBOK, “Project, Management Body of
Knowledge” do PMI, “Project Management Institute” pode se criar um projeto com plano
de comunicação reforçando as interfaces dos processos, plano de riscos,
cronograma, etc. Isto torna o projeto mais seguro, sem, no entanto, prejudicar
a sua velocidade. Melhor, teremos o histórico do projeto com lições aprendidas,
“lessons learned” que ajudarão outros projetos. Tudo isto para dizer que
devemos “perder” tempo e esforço no início, no planejamento. Ali podemos gastar
mais para que tenhamos um produto sustentável, forte no mercado. Isto, reforço,
vale para qualquer coisa que estejamos pensando em criar, até mudanças na nossa
organização. Queremos sucesso? Façamos um planejamento adequado, identificando
todas as possibilidades de haver problemas (riscos), envolvamos todos os
processos e profissionais chave. Em grandes empresas e projetos usam-se
ferramentas avançadas como DFMEA, PFMEA, FTA, etc. Mas o foco deverá ser um
Planejamento adequado, sem pressa. Na figura acima vemos que as despesas
maiores num projeto costumam ser na execução do projeto e devemos entender que deveríamos
gastar mais na fase de iniciação e do planejamento para que os erros sejam
minimizados logo no início tornando mais barato o projeto. Depois que o
protótipo foi feito levantamos o problema de uma peça que necessita mudar o
material, já pensaram os transtornos com novo fornecimento, novos testes? Vamos
pensar nisto antes de começarmos a criar desenfreadamente alguma coisa?
Carlos
Filipe dos Santos Lagarinhos
Engro.
Industrial Mecânico, Auditor
(11)996512289
quinta-feira, 14 de março de 2013
A Qualidade
O que
realmente é a Qualidade
Durante o correr dos anos temos visto inúmeras inovações na área da
Qualidade. Começamos com a inspeção através do controle da qualidade, o
controle estatístico do processo (CEP), começamos a pensar mais sistemicamente
através da garantia da qualidade e chegando-se a administração da qualidade
total, conforme figura 1 abaixo.
Fig. 1- Qualidade ao longo do
tempo
A nova ISO 9001 prevista para 2015 já abrange a gestão de riscos, afinal
as empresas tomam decisões estratégicas sem ter a visão sistêmica que tem a
Qualidade. Também enfoca a identificação das necessidades e expectativas dos
clientes. As boas empresas já usam estes dois critérios ao colocar a Qualidade
em níveis hierárquicos mais altos, sem autoridade, contudo com a possibilidade de
identificar os riscos (risk assessment) e coordenar a gestão dos mesmos (risk
management) como se faz bem na indústria aeronáutica. Acontece que ainda vemos
empresas sem seguir o básico que é a norma ISO, dizendo que a mesma é “carne de
vaca”, todo o mundo tem e não serve para nada não sendo ter o certificado para
usá-lo comercialmente. Então começam a buscar outras ferramentas, outros
conceitos.
Começamos a ver ferramentas voltadas para a produção com produtividade
como Lean e a sua origem, o Sistema Toyota de Produção, Kaizens sendo usados
como ferramentas da Qualidade, surgem consultores com novas invenções como se
tivessem achado a descoberta da Qualidade final.
O que todos fazem é usar o que existe à anos, dão uma roupagem diferente
e dizem que resolveram, que acharam a resolução de todos os problemas. As mais
modernas e avançadas ferramentas, que pensam tanto em qualidade como
produtividade estão dentro do Lean SixSigma. Mesmo assim temos de alertar que
não adianta nada isto se a Alta Direção da empresa não tiver a noção básica do
que é e como é formado um Sistema de Gestão da Qualidade baseado numa norma ISO,
a qual é elaborada por mais de 20 países. Enquanto vemos empresas chamando a
Qualidade de Controle da Qualidade percebemos que a mesma só conhece a parte
operacional da Qualidade, voltada à inspeção, ao produto e aos processos de
produção através do CEP. Não tem visão sistêmica, não entende a cadeia de todos
os processos incluindo os administrativos gerando produtos como fornecedores e
clientes internos e com monitoramento da eficácia desses processos através de
indicadores de desempenho para que sejam identificadas oportunidades de
melhoria e deficiências. Isto é melhoria contínua. A norma ISO não é “carne de
vaca”, é uma ferramenta para se estruturar um eficaz Sistema de Gestão da
Qualidade e dando uma padronização a todos os processos. Não necessariamente a
empresa precise ser certificada ISO, mas pode e deve usar a norma como um guia
para ser melhor, melhor até que outras que são certificadas, apenas com um
certificado pendurado nas suas paredes, como Marketing.
A alta Direção de uma empresa precisa ter esse conhecimento que a
Qualidade é o seu melhor consultor e assessor, pois ela tem as ferramentas e
conceitos que lhe mostram os riscos e ações mitigadoras nas tomadas de decisões
que envolvam os processos, todos os processos que possam vir a impactar na
Qualidade final do seu produto e não atender as necessidades e expectativas dos
clientes finais. Não é que a norma ISO ou todas as outras ferramentas não
funcionam e com isso estão obsoletas ou só servem para Marketing. Acontece que
mudar a cultura de uma empresa, fazer com que todos entendam o que realmente é
a Qualidade e que ela está em todos os processos da empresa, demora e precisa
de um maior comprometimento da Alta Direção. Como a tendência da Alta Direção é
ver produtividade e lucros em curto prazo, não tem tempo para esperar essa
mudança cultural e esse aprendizado com a norma. Não vai saber aproveitar as
lições aprendidas (“lessons learned”), não vai ter a cadeia de processos
amarrados como fornecedores X clientes, não vai ter a identificação de causas.
Não vai ter definidos por toda a organização os indicadores de
desempenho ou os terá deficientes não espelhando objetivos reais, não terá a
melhoria contínua. Pior, pode ter ferramentas aplicadas com foco de
produtividade priorizando os processos produtivos e se esquecendo de que estes
dependem muito de outros processos administrativos como Suprimentos, PCP,
Gestão de Pessoas, Comercial, etc... Não inventem uma nova roda se ainda não
sabem como colocar a velha e tradicional roda no seu veículo. Decisões
estratégicas para a empresa são tomadas sem ser consultada a principal
consultoria interna que tem a visão do todo e pode identificar os riscos e
recomendar ações mitigadoras para esses riscos. Não existe uma preocupação de a
empresa estar próximo ao cliente para identificar as suas necessidades como
fazem algumas empresas já no projeto do seu produto fazendo com que o cliente
faça parte da equipe de projeto. Por isso as mudanças que vêm aí na norma ISO
focando estes dois pontos. E a sua empresa como pensa, ainda nem ISO tem e quer
ter um Lean SixSigma, um WCM (World Class Manufacturing), etc.? Vai continuar
contratando aquele consultor que trás uma inovação da Qualidade se nem o básico
você e a sua empresa percebem? Muitos fazem de maneira diferente a mesma coisa,
mas poucos fazem a coisa correta e simples. Inventam processos e ferramentas
que nada mais são do que uma nova maneira de se aplicar o que a Qualidade já
conhece a anos. Ganham dinheiro em cima do desconhecimento das Altas Direções
que não entendem que o fazer o básico é o primeiro passo. A sua empresa está
preocupada só com a produtividade, vender bastante, mas uma vez só e ver a sua
galinha de ovos de ouro morrer? Ou prefere ser sustentável, não digo
sustentabilidade de meio ambiente, digo sustentabilidade de forte, de se manter
em primeiro no mercado, ser reconhecida como uma empresa que tem um Sistema de
Gestão da Qualidade reconhecido a aprovado por uma certificadora e não uma
empresa que usa ferramentas da Qualidade para apagar incêndios com uma
mentalidade reativa e não pro-ativa.
(11) 996512289
sábado, 2 de março de 2013
Porrada no outro
Temos visto uma mudança nos processos de criação de animais. Quem cuida de porcos por exemplo, tem percebido que ao cuidar melhor dos animais, inclusive no transporte, obtem uma carne muito mais saborosa. Não podemos mais levar os porcos amontoados no caminhão. Com carne de vaca, a mesma coisa, a vaca estressada dá uma carne com ácidos eprodutos decorrentes da adrenalina.
Engraçado só entre nós humanos é que ainda estamos longe de pensar assim. Alguns que se acham chefes, líderes, professores, tratam os seus subordinados ou "inferiores" como inferiores, ignorantes e os tratam mal, sem respeito. Ainda vemos gerentes ou diretores gritando com os seus subordinados, os chamando a atenção na frente da equipe, os insultando, faltando com o respeito pelo ser humano. O poder lhes sobe à cabeça e se esquecem que estão alí para conduzirem alguém e não para comandar. O ser humano se motiva com desafios, não com humilhações. Cabe ao verdadeiro lider saber identificar os pontos fortes e os usar e, quando identificar os pontos fracos, é responsabilidade dele os mudar e não os ressaltar diante dos outros. Isto destroi o ego do subordinado, cria o ódio, o medo e esse falso líder não mais conseguirá extrarir o que existe de bom nesse profissional. O comandado, o aluno, etc. vai ter medo de fazer algo que logo o chefe , ou professor, técnico, vai dar "porrada", então, melhor não fazer ou fazer o mínimo para não dar chance. Não cria mais, vira um robô, lá se vai a produtividade, a criatividade. Aí, esse falso líder o manda embora, quando ele que deveria ser mandado embora, ele é culpado da perda de "knowledge", de alta rotatividade, de baixa produtividade, de desmotivação da equipe. Ele se esquece que é tão funcionário, mesmo se for presidente da organização, como aqueles que ele humilha, a sua renda vem do mesmo lugar e é a sua equipe que faz, não ele. O líder deve conduzir e para o fazer deve saber extrair o que cada um tem de bom e não ser um sargento do exército que nunca chega a ser oficial, vai sempre ser o mandão, o carrasco e só vai é prejudicar as pessoas. Como a organização é feita de pessoas, esse falso líder só vai prejudicar a mesma. Quando as empresas vão perceber que esses desrespeitosos falsos líderes não servem mais no mundo de hoje? Ah, mas eles dão resultado...A qual custo? E por quanto tempo? E os resultados não seriam maiores se ele fossa um verdadeiro líder? Aquele que não precisa gritar, insultar, aquele que sabe conduzir uma equipe e tirar tudo dela pela motivação e não pelo terror é o que respeita o seu semelhante sem no entanto esquecer dos objetivos da equipe.
Engraçado só entre nós humanos é que ainda estamos longe de pensar assim. Alguns que se acham chefes, líderes, professores, tratam os seus subordinados ou "inferiores" como inferiores, ignorantes e os tratam mal, sem respeito. Ainda vemos gerentes ou diretores gritando com os seus subordinados, os chamando a atenção na frente da equipe, os insultando, faltando com o respeito pelo ser humano. O poder lhes sobe à cabeça e se esquecem que estão alí para conduzirem alguém e não para comandar. O ser humano se motiva com desafios, não com humilhações. Cabe ao verdadeiro lider saber identificar os pontos fortes e os usar e, quando identificar os pontos fracos, é responsabilidade dele os mudar e não os ressaltar diante dos outros. Isto destroi o ego do subordinado, cria o ódio, o medo e esse falso líder não mais conseguirá extrarir o que existe de bom nesse profissional. O comandado, o aluno, etc. vai ter medo de fazer algo que logo o chefe , ou professor, técnico, vai dar "porrada", então, melhor não fazer ou fazer o mínimo para não dar chance. Não cria mais, vira um robô, lá se vai a produtividade, a criatividade. Aí, esse falso líder o manda embora, quando ele que deveria ser mandado embora, ele é culpado da perda de "knowledge", de alta rotatividade, de baixa produtividade, de desmotivação da equipe. Ele se esquece que é tão funcionário, mesmo se for presidente da organização, como aqueles que ele humilha, a sua renda vem do mesmo lugar e é a sua equipe que faz, não ele. O líder deve conduzir e para o fazer deve saber extrair o que cada um tem de bom e não ser um sargento do exército que nunca chega a ser oficial, vai sempre ser o mandão, o carrasco e só vai é prejudicar as pessoas. Como a organização é feita de pessoas, esse falso líder só vai prejudicar a mesma. Quando as empresas vão perceber que esses desrespeitosos falsos líderes não servem mais no mundo de hoje? Ah, mas eles dão resultado...A qual custo? E por quanto tempo? E os resultados não seriam maiores se ele fossa um verdadeiro líder? Aquele que não precisa gritar, insultar, aquele que sabe conduzir uma equipe e tirar tudo dela pela motivação e não pelo terror é o que respeita o seu semelhante sem no entanto esquecer dos objetivos da equipe.
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