quinta-feira, 14 de março de 2013

A Qualidade


O que realmente é a Qualidade
Durante o correr dos anos temos visto inúmeras inovações na área da Qualidade. Começamos com a inspeção através do controle da qualidade, o controle estatístico do processo (CEP), começamos a pensar mais sistemicamente através da garantia da qualidade e chegando-se a administração da qualidade total, conforme figura 1 abaixo.

 
                Fig. 1- Qualidade ao longo do tempo

A nova ISO 9001 prevista para 2015 já abrange a gestão de riscos, afinal as empresas tomam decisões estratégicas sem ter a visão sistêmica que tem a Qualidade. Também enfoca a identificação das necessidades e expectativas dos clientes. As boas empresas já usam estes dois critérios ao colocar a Qualidade em níveis hierárquicos mais altos, sem autoridade, contudo com a possibilidade de identificar os riscos (risk assessment) e coordenar a gestão dos mesmos (risk management) como se faz bem na indústria aeronáutica. Acontece que ainda vemos empresas sem seguir o básico que é a norma ISO, dizendo que a mesma é “carne de vaca”, todo o mundo tem e não serve para nada não sendo ter o certificado para usá-lo comercialmente. Então começam a buscar outras ferramentas, outros conceitos.
Começamos a ver ferramentas voltadas para a produção com produtividade como Lean e a sua origem, o Sistema Toyota de Produção, Kaizens sendo usados como ferramentas da Qualidade, surgem consultores com novas invenções como se tivessem achado a descoberta da Qualidade final.
O que todos fazem é usar o que existe à anos, dão uma roupagem diferente e dizem que resolveram, que acharam a resolução de todos os problemas. As mais modernas e avançadas ferramentas, que pensam tanto em qualidade como produtividade estão dentro do Lean SixSigma. Mesmo assim temos de alertar que não adianta nada isto se a Alta Direção da empresa não tiver a noção básica do que é e como é formado um Sistema de Gestão da Qualidade baseado numa norma ISO, a qual é elaborada por mais de 20 países. Enquanto vemos empresas chamando a Qualidade de Controle da Qualidade percebemos que a mesma só conhece a parte operacional da Qualidade, voltada à inspeção, ao produto e aos processos de produção através do CEP. Não tem visão sistêmica, não entende a cadeia de todos os processos incluindo os administrativos gerando produtos como fornecedores e clientes internos e com monitoramento da eficácia desses processos através de indicadores de desempenho para que sejam identificadas oportunidades de melhoria e deficiências. Isto é melhoria contínua. A norma ISO não é “carne de vaca”, é uma ferramenta para se estruturar um eficaz Sistema de Gestão da Qualidade e dando uma padronização a todos os processos. Não necessariamente a empresa precise ser certificada ISO, mas pode e deve usar a norma como um guia para ser melhor, melhor até que outras que são certificadas, apenas com um certificado pendurado nas suas paredes, como Marketing.

A alta Direção de uma empresa precisa ter esse conhecimento que a Qualidade é o seu melhor consultor e assessor, pois ela tem as ferramentas e conceitos que lhe mostram os riscos e ações mitigadoras nas tomadas de decisões que envolvam os processos, todos os processos que possam vir a impactar na Qualidade final do seu produto e não atender as necessidades e expectativas dos clientes finais. Não é que a norma ISO ou todas as outras ferramentas não funcionam e com isso estão obsoletas ou só servem para Marketing. Acontece que mudar a cultura de uma empresa, fazer com que todos entendam o que realmente é a Qualidade e que ela está em todos os processos da empresa, demora e precisa de um maior comprometimento da Alta Direção. Como a tendência da Alta Direção é ver produtividade e lucros em curto prazo, não tem tempo para esperar essa mudança cultural e esse aprendizado com a norma. Não vai saber aproveitar as lições aprendidas (“lessons learned”), não vai ter a cadeia de processos amarrados como fornecedores X clientes, não vai ter a identificação de causas.
Não vai ter definidos por toda a organização os indicadores de desempenho ou os terá deficientes não espelhando objetivos reais, não terá a melhoria contínua. Pior, pode ter ferramentas aplicadas com foco de produtividade priorizando os processos produtivos e se esquecendo de que estes dependem muito de outros processos administrativos como Suprimentos, PCP, Gestão de Pessoas, Comercial, etc... Não inventem uma nova roda se ainda não sabem como colocar a velha e tradicional roda no seu veículo. Decisões estratégicas para a empresa são tomadas sem ser consultada a principal consultoria interna que tem a visão do todo e pode identificar os riscos e recomendar ações mitigadoras para esses riscos. Não existe uma preocupação de a empresa estar próximo ao cliente para identificar as suas necessidades como fazem algumas empresas já no projeto do seu produto fazendo com que o cliente faça parte da equipe de projeto. Por isso as mudanças que vêm aí na norma ISO focando estes dois pontos. E a sua empresa como pensa, ainda nem ISO tem e quer ter um Lean SixSigma, um WCM (World Class Manufacturing), etc.? Vai continuar contratando aquele consultor que trás uma inovação da Qualidade se nem o básico você e a sua empresa percebem? Muitos fazem de maneira diferente a mesma coisa, mas poucos fazem a coisa correta e simples. Inventam processos e ferramentas que nada mais são do que uma nova maneira de se aplicar o que a Qualidade já conhece a anos. Ganham dinheiro em cima do desconhecimento das Altas Direções que não entendem que o fazer o básico é o primeiro passo. A sua empresa está preocupada só com a produtividade, vender bastante, mas uma vez só e ver a sua galinha de ovos de ouro morrer? Ou prefere ser sustentável, não digo sustentabilidade de meio ambiente, digo sustentabilidade de forte, de se manter em primeiro no mercado, ser reconhecida como uma empresa que tem um Sistema de Gestão da Qualidade reconhecido a aprovado por uma certificadora e não uma empresa que usa ferramentas da Qualidade para apagar incêndios com uma mentalidade reativa e não pro-ativa.

 Carlos Filipe dos Santos Lagarinhos
Engro. Ind. Mecânico, Ger. Industrial e Ger. da Qualidade

(11) 996512289

sábado, 2 de março de 2013

Porrada no outro

Temos visto uma mudança nos processos de criação de animais. Quem cuida de porcos por exemplo, tem percebido que ao cuidar melhor dos animais, inclusive no transporte, obtem uma carne muito mais saborosa. Não podemos mais levar os porcos amontoados no caminhão. Com carne de vaca, a mesma coisa, a vaca estressada dá uma carne com ácidos eprodutos decorrentes da adrenalina.
Engraçado só entre nós humanos é que ainda estamos longe de pensar assim. Alguns que se acham chefes, líderes, professores, tratam os seus subordinados ou "inferiores" como inferiores, ignorantes e os tratam mal, sem respeito. Ainda vemos gerentes ou diretores gritando com os seus subordinados, os chamando a atenção na frente da equipe, os insultando, faltando com o respeito pelo ser humano. O poder lhes sobe à cabeça e se esquecem que estão alí para conduzirem alguém e não para comandar. O ser humano se motiva com desafios, não com humilhações. Cabe ao verdadeiro lider saber identificar os pontos fortes e os usar e, quando identificar os pontos fracos, é responsabilidade dele os mudar e não os ressaltar diante dos outros. Isto destroi o ego do subordinado, cria o ódio, o medo e esse falso líder não mais conseguirá extrarir o que existe de bom nesse profissional. O comandado, o aluno, etc. vai ter medo de fazer algo que logo o chefe , ou professor, técnico, vai dar "porrada", então, melhor não fazer ou fazer o mínimo para não dar chance. Não cria mais, vira um robô, lá se vai a produtividade, a criatividade. Aí, esse falso líder o manda embora, quando ele que deveria ser mandado embora, ele é culpado da perda de "knowledge", de alta rotatividade, de baixa produtividade, de desmotivação da equipe. Ele se esquece que é tão funcionário, mesmo se for presidente da organização, como aqueles que ele humilha, a sua renda vem do mesmo lugar e é a sua equipe que faz, não ele. O líder deve conduzir e para o fazer deve saber extrair o que cada um tem de bom e não ser um sargento do exército que nunca chega a ser oficial, vai sempre ser o mandão, o carrasco e só vai é prejudicar as pessoas. Como a organização é feita de pessoas, esse falso líder só vai prejudicar a mesma. Quando as empresas vão perceber que esses desrespeitosos falsos líderes não servem mais no mundo de hoje? Ah, mas eles dão resultado...A qual custo? E por quanto tempo? E os resultados não seriam maiores se ele fossa um verdadeiro líder? Aquele que não precisa gritar, insultar, aquele que sabe conduzir uma equipe e tirar tudo dela pela motivação e não pelo terror é o que respeita o seu semelhante sem no entanto esquecer dos objetivos da equipe.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nós e a religião

Discutir religião, futebol e política nunca tem fim, logo este texto não é para discutirmos, é apenas uma opinião minha...
 
A religião sempre foi necessária na existência humana para que nós tivéssemos um guia, um rumo espiritual. Entendermos que somos muito mais do que este corpo físico, que pertencemos a algo bem maior, que somos uma criação divina. O problema é que a religião foi criada por nós homens e, como homens, nós estamos sujeitos a falhas, a definições preconcebidas, julgamentos do que é certo ou errado sem nem sabermos realmente o que é certo ou errado. Se nós somos sujeitos a falhas e a religião é formada por nós, a religião também está sujeita a falhas.  Vemos padres pedófilos, vemos guerra pelo poder dentro da Santa Sé, o Papa renunciando, interesses que não fazem parte da igreja sendo levados em conta em detrimento do levar o amor do Pai a todos. Vemos Yatolás propagando o ódio a outras raças, fomentando o terrorismo em nome de Alá. Vemos pastores que só buscam enriquecer à custa de fiéis desesperados por um consolo, por uma luz que os ajude nos problemas diários. São donos de mansões, fazendas, graças ao tal do dízimo. Mas está na Bíblia. Quem escreveu a bíblia? Homens e, novamente, lembro que os homens têm a sua natureza falha. Imaginem, ao longo dos anos, interesses, conhecimentos diferentes, julgamentos, preconceitos serem introduzidos nas religiões fazendo a interpretação da Bíblia mudar.  Na idade média não tínhamos a inquisição perseguindo os diferentes quando Jesus disse que a eles é que ele veio. Influenciados pelo erro humano. Se a religião é formada pelo homem e este falha, a religião é falha também. Deus, este sim, não é falho, nele eu acredito, Ele eu sigo e para Ele eu peço luz para que tenha amor por todos como ele quer, que entenda que sou falho e que preciso da compreensão Dele neste caminho aqui na terra. Não é indo à igreja, ao templo, à mesquita, que eu estarei sendo mais escutado por Ele, é a conversa do meu coração com Ele, seja onde eu estiver, que é a maneira mais profunda desse contato. Como religiões cheias de defeitos, de seres humanos cheios de erros e pecados podem me dizer qual caminho tomar? Claro que é maravilhoso ir a uma igreja e naquele silêncio conversar com Ele, com os espíritos, anjos ou santos, a ligação é enorme, mas não sendo eu obrigado a seguir conceitos que nos dizem ser pecado se não o fizermos. Quem definiu que é pecado? O homem? E quem é ele para dizer isso? Se não fosse a religião a terra estava caótica, estava sem rumo, sem diretrizes de vida e conceitos como o da importância da família. Contudo estamos num nível de evolução que nos faz questionar por algo mais. Por isso temos tantas pessoas migrando de religião para religião em busca de algo que não sabem, mas que as religiões não lhes dão. Aquele padre, aquele pastor e, estes são bons nisso, que gritar mais, que ameaçar mais, que convencer mais que Deus é tirano e que os castigará, conseguirá cativar por algum tempo aquele fiel. Mas, logo perceberá que ali não é o caminho e migrará para outra religião em busca da Verdade. Se não se matar como homem bomba com a promessa de ir para o paraíso rodeado de mulheres, leite, frutas, etc. E qual é a verdade? Está dentro de nós, estamos aqui de passagem e com a função de evoluirmos espiritualmente, amar os outros como Ele nos ama, pagarmos nossas dívidas e sermos pagos pelos que nos devem (perdoai os nossos pecados assim como perdoo a quem nos tem ofendido). Não julguemos e não condenemos e perdoemos os outros e a nós mesmos.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Posição da Qualidade numa organização

Mesmo num mundo falando em ferramentas mais avançadas para a melhoria das organizações como Six Sigma, Lean Six Sigma, etc. ainda percebemos um grande número de presidentes e diretores de empresas sem a visão sistêmica que a Qualidade exige. Ainda vemos altas direções falando tanto em controle da qualidade não entendendo que esta é uma parte da qualidade. Controle da qualidade é focada em controlar o processo e o produto para assegurar que atende os requisitos, as necessidades para o qual ele foi projetado. É direcionado ao produto, à inspeção, não abrange os conceitos de processos, de melhoria contínua como um sistema, de objetivos, metas e indicadores de desempenho a nível de organização. Normalmente o controle da qualidade foca a parte operacional da empresa, a execução do produto (o qual pode ser um serviço de logística, prestação de serviço, etc.). E aqueles processos de gestão e apoio, como Compras, RH, Comercial ou Vendas, etc.? Não interferem na qualidade final do produto daquela empresa? Aí vemos empresários ou profissionais de alta direção montando organogramas com a qualidade subordinada a operações, ou longe da alta direção porque eles só conhecem processos produtivos. Não entendem o que é um Sistema de Gestão da Qualidade que possue a visão sistêmica de envolver todos os processos. Por isso, ao entrar na atual empresa, a primeira coisa que fiz como gestor do processo foi pegar o processo da Qualidade e dividi-lo em dois, Controle da Qualidade e Garantia da Qualidade. A qualidade não deve se ater apenas ao produto e sim a todo o sistema da empresa com foco em que todos os processos que possam afetar a qualidade do produto estejam sendo avaliados. E quando a diretoria começa a tomar decisões envolvendo os processos sem ter esse conhecimento sobre a real posição da qualidade começa a comprometer a satisfação dos "steakholders" (interessados como acionistas, gerentes, funcionários, clientes, etc.). A Garantia da Qualidade serve justamente para ter essa visão sistêmica, para emitir recomendações visando a melhoria contínua da organização como um sistema dentro do qual estão todos esses processos que podem interferir na qualidade do produto. Se o processo da Qualidade estiver subordibado diretamente á produção, ou operações e longe da alta direção, a organizção está só pensando no Controle da Qualidade e não no Sistema de Gestão da Qualidade, pois não valoriza a outra parte, a Garantia da Qualidade. O processo da Qualidade deve ter insenção, imparcialidade, para poder olhar os processos com a visão do cliente, o qual ela representa, logo, como fazer isso se interesses de processos acima dela podem fazer com que essa autoridade esteja comprometida? Então a alta direção da empresa está só preocupada com a produtividade, com os resultados e não com a satisfação do cliente final e da sustentabilidade da empresa no mercado. Diversas empresas têm a qualidade posicionada entre a alta direção ou até mesmo como um processo assessor da direção para que possa emitir recomendações imparciais a todos os processo com uma visão sistêmica, identifiando todos como fornecedores e clientes internos alcançando os objetivos ou não e cobrando ações para isto.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Em Busca

Às vezes podem pensar que somos loucos quando falamos ou escrevemos de coisas ainda muito discutíveis como religião. Sou católico, segui e sigo todos os preceitos da igreja, oro para Cristo, adoro Nossa Senhora, sou devoto de São Jorge. Tudo isto não me impede de buscar mais, de querer entender o meu objetivo por aqui. Aliás, todos, durante a nossa vida, temos dúvidas do que seguir, mas o importante é entendermos que somos filhos de um só Deus como disse uma vez João Paulo II. Seja Deus, Jeová, Alá, Oxalá, todos estamos querendo nos entender com Ele, seguir o que Ele quer, ou seja, Amor. Devemos entender os outros como seres iguais a nós, portadores do Divino que nós somos, filhos Dele. Precisamos entender que temos apenas uns 80 anos em média, o que é pouco em relação ao tempo do Universo, para perdermos com preconceitos, inveja, ódio, orgulho, ganância. Precisamos amar a tudo e a todos, pensar mais no outro, na natureza, no nosso planetinha. Estamos entupindo ele de lixo, tomando como gafanhotos terra e mais terra acabando com outros seres vivos, fazendo o que for possível para vencermos a constante competição com o nosso semelhante. Outro dia, viajando na rodovia do açúcar, passou voando na minha frente um Tucano lindo, grande, bico vistoso e colorido, que visão magnífica. Não temos mais dessas visões e muitas vezes, com a nossa pressa, não vemos essas coisas ali na frente. O espiritismo fala da frequência baixa que temos no nosso corpo, muito diferente da alta frequência em que os espíritos estão. A nossa pressa nos afasta do nosso interior e não sabemos mais como aumentar a nossa frequência para evoluirmos, para meditarmos, para termos a energia do Universo fluindo por nós. Precisamos olhar mais o que nos rodeia com olhar de amor, de perdão e compaixão.

“Imagine o que aconteceria se você dissesse a uma família, que vive na maior pobreza possível, que há um baú cheio de ouro sob o piso de seu barraco. Bastaria remover as camadas de terra de cima do ouro e ficariam ricos para sempre. Do mesmo modo, não temos consciência do tesouro da nossa natureza espiritual, escondido pela ignorância e pela ilusão.”

                -Primeiro mandamento de Buda, tirado do livro espíritos entre nós de James Van Praagh, um dos maiores médiuns do mundo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Reflexão do que Somos

Precisamos nos inteirar que não somos simples máquinas que um dia se desliga ou avaria e pronto, tudo acabou. As religiões nos ensinam a não pensarmos assim, contudo por caminhos tortuosos. Na religião católica temos a ideia que Deus é um tirano e que nos castiga. Se não fizermos direito um dia teremos de prestar contas, comparacer diante Dele e sermos julgados. Também vivemos fazendo barganhas com Ele. Sim quando fazemos promessas estamos Lhe dizendo "se Você fizer isto, eu faço aquilo", que absurdo. Na religião muçulmana vemos seguidores matando e se matando em nome do Deus pregando o ódio e a exterminação de vidas, quando Alá é muito mais do que isso, é amor. Vemos evangélicos radicalizarem, condenarem homossexuais ou outros que não comungam com os seus ideais. Somos mais, somos seres vivos que precisam se sentir livres, o livre arbitrio que Deus nos dá. É errando, sofrendo, perdendo, que aprendemos, que crescemos, que evoluímos. A religião foi útil para nos guiar, para dar regras, mas não para nos aprisionar. Como espiritos, almas, seja o que quiserem chamar, não podemos ficar presos, precisamos errar para aprender, precisamos passar por perdas para dar valor ao que temos. Temos de dar amor e conforto a quem está na perda, fazemos parte de um conjunto de seres em harmonia, um precisando do outros e isto eu falo de todos os seres vivos. Cada animal que fazemos deixar de existir temos menos uma criação de Deus por aqui. Precisamos respeitar os outros, entender as suas escolhas, se são erradas eles pagarão com certeza, existe a Lei da Ação e Reação no Universo. Aqui se faz, aqui se paga, não é esse o ditado? Seja agora ou seja na próxima vez que voltarmos. A conta estando negativa no banco do Universo, teremos de pagá-la. Ou vocês acham que a religião está certa em dizer que ao morrermos vamos para o céu ou para o inferno? Haja espaço para tantas almas ou espíritos que já se foram, ou, pior, como os evangélicos falam, se fizermos o mal vagaremos na escuridão por toda a eternidade. Onde existe a chance do perdão, da remissão do pecado feito? Aproveitemos esta fase para amarmos muito  a todos os seres vivos. Amo todos que comigo compartilham a vida, até aqueles que querem me fazer mal, oro para que os guias, santos, espiritos, seja o que acreditam, os guiem pelo caminho do bem. Oro para que as perdasda um de nós sejam entendidas como passageiras e ensinamentos e que possamos passar por elas com amor entendimentoSofreremos? Sim, faz parte do aprendizado, mas ao termos este entendimento que eu tento passar, o fardo ficará mais leve.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Experiência

"E, no fim das contas, não são os anos na sua vida que importam, e sim a vida contida nesses anos - Abraão Lincoln"

Várias vezes escuto a minha mãe de 87 anos dizer que tem a voz da experiência, que sabe mais do que eu porque viveu mais, etc. O quanto nós realmente vivemos em cada minuto? Eu criança de 13 anos andava de arma na mão no meio de uma guerra civil, vi o sofrimento dos meus pais perderem tudo e na casa do 50 terem de começar uma vida nova em outro pais. Trabalhei para estudar, estudei muito para depois melhor trabalhar, desempreguei, briguei, apanhei por falar demais, a autoridade me subiu á cabeça, fui peão no chão de fábrica, lidei com presidentes de empresas, comandei equipes, investiguei acidentes aeronáuticos vendo imagens nada agradáveis, passei dias dentro da empresa sem ir em casa, enfim, vivi. Fiz vários esportes diferentes, pilotei aviões, conheci a morte na minha cara e, hoje, passei por problema grave de saúde que poderia ter me matado. Mas de tudo isso o que eu aprendi é a aprender. Precisamos aproveitar estes poucos anos que passamos aqui para nos transformarmos em seres melhores a amarmos mais cada segundo que estamos aqui e que lidamos com outros semelhantes. Precisamos ver nos outros o Deus que habita em cada um de nós, temos os mesmos ou mais defeitos do que eles e precisamos aprender conosco e passar essas lições aprendidas para eles. Mesmo que nos achem loucos, demagogos, "hippies", sei lá, temos de ser diferentes neste tempo aqui. Diferentes para nós mesmos, não para os outros. Identifiquemos o que aprendemos hoje, como podemos fazer melhor amanhã para que o amor entre nós seja cada vez maior e crie uma corrente do bem. Cada vez que pensamos positivo, nos policiamos contra o mal que nos rodeia, estamos irradiando energia que vai atrair o bem, aqueles que pensam no bem. Estaremos fazendo uma reação de amor em cadeia. Deixemos de ser egocêntricos, desde que nascemos aprendemos a ter medo de tudo, do cachorro na rua, de sujar a mão, de pegar uma corrente de ar, de saltar de páraquedas, de nadar, disto, daquilo, enfim aprendemos a não viver e logo esta vida se vai e não aprendemos nada e não passamos nada para os outros. O que levamos? Seja católico, muçulmano, evangélico, o que for, todos acreditam em alma e que vamos para algum lugar. O que levamos daqui? Não nos arrependemos e queremos voltar para acabar aquilo que não fizemos? Desejo que todos vocês aproveitem cada segundo, não pensem no passado a não ser que para buscar lições e não para se lamentar. Vivam o hoje com amor, energia, com o bem.