terça-feira, 27 de setembro de 2011
Engenheiro Power Point
Uma vez escutei este termo, Engenheiro Power Point. Em algumas empresas a preocupação em apresentar resultados é tanta que deixamos de nos preocupar com a ação. Ficamos fazendo apresentações para mostrarmos como estamos em relação aos objetivos, criamos planos de ações, discutimos slides e não temos tempo de agir. Ou esquecemos que a maioria das ações não se resolvem em um mês, levam um tempo de maturação que não acompanha as apresentações que visam mostrar os resultados. É óbvio que trabalhamos direcionados por objetivos e metas e devemos ter indicadores de desempenho que nos mostrem se estamos no caminho certo. É óbvio que precisamos mostrar e apresentar indicadores, responder pelos objetivos. Contudo, quando isto é mais importante, estamos fazendo com que o fim seja mais importante que os meios a serem usados. Estamos deixando de fazer, para mostrar o que não estamos conseguindo fazer. Cuidado.
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sábado, 17 de setembro de 2011
Volta
Apesar de ter tantos textos publicados no meu blog, afinal adoro ensinar, trocar idéias, passar experiências, fazia um tempão que não publicava nada. É que entrei numa empresa que me absorve bastante. Que bom. Depois da minha paixão chamada Embraer encontrei uma empresa também do mesmo tipo, onde você pode ser útil, me sentir apreciado, reconhecido. Não é que em outras eu não tenha sentido isto. Na última, como gerente industrial, tive todo o apoio e amizade da diretoria toda e me abriram todas as portas para aplicar o que sabia e ajudei a mudar a empresa. É que nesta eu tenho isso e mais todos os benefícios de uma empresa de porte que valoriza o ser humano. O ambiente também é ótimo, sabemos que em todos os lugares da nossa vida encontraremos pessoas que, ao nosso ver, nos atrapalham, são do contra. Ao nosso ver, pois todos somos diferentes e devemos respeitar estas diferenças. Se somos líderes, nos cabe mudar estas pessoas ou lhes mostrar novas oportunidades. Parabéns a esta empresa que está entre as 100 melhores para se trabalhar. Tem melhorias a serem feitas, é claro, afinal sempre existem oportunidades e é nessas oportunidades que crescemos e fazemos crescer a nossa empresa.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Quanto valemos?
Algumas vezes eu já escutei, nem uma , nem duas vezes, algum profissional dizer que deveria estar um cargo melhor, que deveria ganhar mais, etc. porque estava com x milhões de R$ sob sua responsabilidade e o outro que não tinha esta responsabilidade estava melhor colocado. Será que então o motorista do caminhão de valores (carro forte) não deveria ter o salário melhor do mercado? Pensemos numa indústria aeronáutica. Quem vale mais? O projetista da aeronave, o almoxarife que vai guardar equipamentos caríssimos? O inspetor que vai garantir a qualidade e principalmente a vida daqueles que viajarão naquele produto de alto valor agregado? O gerente da Qualidade que vai com a sua visão sistêmica garantir a eficácia de todos os processos? Quem vale mais? Aquele que vende o produto de alto valor? se não vender o que alega ser responsável por altos valores não os terá. Aquele que trabalha esse produto? Por favor vamos cobrar melhor valorização do nosso trabalho pelas nossas competências. Se você acha que vale mais do que a organização lhe dá, ou saia ou use isso como uma oportunidade de revisar seus objetivos e o foco dentro da organização. Converse com o seu chefe e através do seu trabalho mostre o quanto pode fazer pela organização. Não rebaixe o seu colega de trabalho para ficar no seu nível. Antes disso suba o seu nível para ficar junto com o do seu colega.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Norma ISO e Sistema de Gestão da Qualidade
Conhecemos inúmeras ferramentas e processos para usarmos em Qualidade como Six Sigma, APQP/PPAP, WCM (World Class Manufacturing), WCL (World Class Logistics), Lean, etc. O que usar? Como aplicar com um objetivo focado no cliente? Como pensar preventivamente e não só reativamente? Por exemplo, hoje trabalho com o WCL onde existem vários pilares nos quais usamos diversas ferramentas da Qualidade como 5 porquês, Ishikawa (4 ou 6M), PDCA, matriz da qualidade, 5W2H, etc. Contudo já percebemos algumas deficiências. O pilar da Qualidade chama-se Quality Control Pillar. Ainda existem certas confusões entre garantia da qualidade e controle da qualidade. Esta última é focada no processo, no produto, em controlar os requisitos. A garantia envolve o sistema como um todo, envolve o uso de ferramentas para identificar causas, determinar ações corretivas, trabalhar com os processos como um sistema de fornecedores e clientes internos, enfim uma visão sistêmica. Logo o pilar Quality Control do WCM ou do WCL não é completo para a empresa. O mesmo para os outros processos como por exemplo o APQP/PPAP. Perfeito, envolve ferramentas avançadas para o planejamento do produto desde o projeto, protótipo, avaliação e validação de processos e produto tanto internamente como no fornecedor, etc. Contudo continuamos vendo a falta da visão sistêmica, de algo que direcione o foco da empresa para os “stakeholders” (interessados como acionistas, colaboradors, vizinhos, etc.).. O Six Sigma através do DMAIC (Define, Measure, Analyse, Improve e Control) é uma das mais perfeitas e mais próximas desse visão sistêmica que eu clamo como necessária para a organização. Usa bastante a estatística, ferramentas de análise de dados, etc. Contudo continuamos sem o guia único que direcione a empresa e verifique a eficácia em alcançar os objetivos macros, se o Sistema está no caminho certo. O que fazer? O que sempre venho recomendando é o conjunto de normas ISO. Temos a norma ISO 9001:2008 e dela surgiram adaptações mais rigorosas ainda, como a ISO 15100 da indústria aeroespacial, a ISO 16949 da indústria automobilística, etc. Estas normas possuem requisitos que se bem aplicados tornam a empresa muito mais eficaz e não apenas portadora de um certificado ISO pendurado na sua parede. Aplicando os requisitos junto com as ferramentas e processos citados, aí sim, teremos um Sistema de Gestão da Qualidade eficaz focado em melhoria contínua e controle. Vejam os requisitos das ISO e como neles podem ser inseridas todas as ferramentas e processos citados acima:
-Requisito 4: Sistema de Gestão da Qualidade (generalidades, documentação, registros);
-Requisito 5: Responsabilidade da Direção (comprometimento, política, foco no cliente, planejamento, responsabilidade e autoridade, comunicação, análise critica, etc.);
-Requisito 6: Gestão de Recursos (recursos, recursos humanos, competência, treinamento e conscientização, infra-estrutura, ambiente de trabalho);
-Requisito 7: Realização do produto (incluindo serviços) (requisitos relacionados ao produto (serviço, análise critica dos requisitos, comunicação com cliente, projeto e desenvolvimento, aquisição (incluindo seleção e avaliação de fornecedores), identificação e rastreabilidade, propriedade do cliente, preservação do produto, etc.);
-Requisito 8: Medição, análise e melhoria (monitoramento e medição do produto e dos processos, satisfação dos clientes, auditoria interna, melhoria contínua, ação corretiva e ação preventiva, etc.).
Independente se é usado o Six Sigma, o WCM, ou outro qualquer, se aplicando os requisitos da ISO, auditando a eficácia do Sistema, a empresa terá um conjunto de regras a serem seguidas e garantindo a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade e com foco nos oito princípios da Qualidade (Foco no cliente, liderança, envolvimento de pessoas, abordagem de processo, abordagem sistêmica para a gestão, melhoria contínua, abordagem factual para tomada de decisões e benefícios mútuos com os fornecedores). Vamos pensar em atender os requisitos da ISSO independente de quais ferramentas usamos e com foco nestes oito princípios e não no certificado ISO pendurado na parede. A certificação é consequência do bom trabalho e não do certificado. Temos empresas sem certificação ISO e alcançando todos os oito princípios e outras com Six Sigma, WCM, APQP/PPAP, contudo com o Sistema de Gestão da Qualidade não tão eficaz, portanto a empresa sendo menos competitiva.
-Requisito 4: Sistema de Gestão da Qualidade (generalidades, documentação, registros);
-Requisito 5: Responsabilidade da Direção (comprometimento, política, foco no cliente, planejamento, responsabilidade e autoridade, comunicação, análise critica, etc.);
-Requisito 6: Gestão de Recursos (recursos, recursos humanos, competência, treinamento e conscientização, infra-estrutura, ambiente de trabalho);
-Requisito 7: Realização do produto (incluindo serviços) (requisitos relacionados ao produto (serviço, análise critica dos requisitos, comunicação com cliente, projeto e desenvolvimento, aquisição (incluindo seleção e avaliação de fornecedores), identificação e rastreabilidade, propriedade do cliente, preservação do produto, etc.);
-Requisito 8: Medição, análise e melhoria (monitoramento e medição do produto e dos processos, satisfação dos clientes, auditoria interna, melhoria contínua, ação corretiva e ação preventiva, etc.).
Independente se é usado o Six Sigma, o WCM, ou outro qualquer, se aplicando os requisitos da ISO, auditando a eficácia do Sistema, a empresa terá um conjunto de regras a serem seguidas e garantindo a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade e com foco nos oito princípios da Qualidade (Foco no cliente, liderança, envolvimento de pessoas, abordagem de processo, abordagem sistêmica para a gestão, melhoria contínua, abordagem factual para tomada de decisões e benefícios mútuos com os fornecedores). Vamos pensar em atender os requisitos da ISSO independente de quais ferramentas usamos e com foco nestes oito princípios e não no certificado ISO pendurado na parede. A certificação é consequência do bom trabalho e não do certificado. Temos empresas sem certificação ISO e alcançando todos os oito princípios e outras com Six Sigma, WCM, APQP/PPAP, contudo com o Sistema de Gestão da Qualidade não tão eficaz, portanto a empresa sendo menos competitiva.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Somos ou não insubstituíveis?
Várias vezes escutamos a frase de que ninguém é insubstituível e gostaria de discutir sobre isso. Já vi uma vez na Internet um texto que vai contra essa afirmação dando vários exemplos. O Einstein era substituível? O Papa João Paulo II? O Airton Sena? O Pelé? Para todos eles vieram outros, os quais continuaram o que eles faziam, mas nunca os substituíram. Todos nós somos únicos, carregamos toda uma herança genética dos nossos ancestrais, carregamos experiências únicas de vida e conseguimos conhecimentos únicos. Cada informação captada na vida é transformada em conhecimento comparando-se com outras informações e experiências que já tínhamos, logo, nós somos únicos em conhecimento, somos sim insubstituíveis. Cabe aos líderes, aos empresários, etc. entenderem isto e saberem valorizar essas pessoas que são insubstituíveis para a sua empresa, para o seu negócio. Quando um líder reconhece os pontos fortes do seu colaborador e os aproveita em benefício da organização, quando o líder reconhece os pontos fracos do seu colaborador e os trabalha para melhorar o indivíduo, estará aproveitando a experiência e conhecimentos desse indivíduo. Primeiro, definir as responsabilidades inerentes ao cargo desse indivíduo, em seguida dar a autoridade necessária para que o indivíduo possa agir em busca de resultados para essas responsabilidades. Quando o líder define claramente as responsabilidades e dá a autoridade ao seu colaborador está o motivando, tornando-o criativo e sem medo de errar, focado em resultados. Isto o faz crescer, tornar-se pro - ativo. O líder estará tornando o seu colaborador sim um indivíduo insubstituível para aquele cargo e naquele momento profissional. Claro que mudanças no mercado acontecem alterando os resultados necessários, as responsabilidades mudam e, portanto, mudam as autoridades. Isto não significa que necessariamente se substituirá o colaborador. Ele é insubstituível pela sua experiência, pelos seus conhecimentos, cabe ao líder o re-alocar, alterar as suas responsabilidades e autoridades, etc. Chega de vermos gerentes, diretores e não líderes, cobrando responsabilidades dos seus colaboradores, contudo ingerindo nos processos, desfazendo o que eles fazem, dando contra-ordens, etc. Isto desmotiva o profissional, o torna um robô sem criatividade, aquele colaborador que não agirá sempre pensando o que o gerente, diretor, irá desfazer. Esses colaboradores tornar-se-ão sim substituíveis como qualquer máquina já que se tornaram robôs e não indivíduos. O individuo é sim insubstituível, uma máquina não. Não transforme o seu colaborador numa máquina que pode se trocar fácil. Não esqueça que ao perder esse colaborador a sua organização está perdendo conhecimento, experiência, tornando-se menor no mercado. Eu sou insubstituível sim, sou único, sou o Filipe que aos 13 anos estava no meio de uma guerra civil, fui comecei a carreira profissional como “peão” batendo marreta, montando e desmontando motores, cheguei a gerente industrial, fui investigador de acidentes. Obtive com esse percurso conhecimentos que só eu possuo, por isso sou insubstituível. Não estou sendo “metido”, presunçoso, pelo contrário, sei ser humilde, apenas estou sendo realista, mostrando que Filipe só existe um. Você também, só existe você com os seus defeitos e qualidades e cabe a liderança reconhecer isto e olhar para você como um indivíduo com conhecimentos importantes para a organização e que deve ser valorizado como tal e não como um número que amanhã posso mandar embora e colocar outro. Toda a organização é feita de pessoas e não apenas de máquinas. Estas se podem trocar facilmente, é só ter dinheiro, o indivíduo com todo o conhecimento não se acha fácil apenas com dinheiro. Precisa-se motivá-lo, valorizá-lo, isto vale mais do que qualquer salário.
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sábado, 7 de maio de 2011
Melhoria Contínua numa organização
Esta empresa já não precisa mais melhorar? Estamos no ápice? Na última auditoria fomos tão bem que não precisamos melhorar?
Não existe melhoria suficiente. A melhoria contínua está sempre na frente e a organização deve sempre buscar isto. Uma vez auditei uma empresa que na sua auditoria interna não havia detectado nenhuma não conformidade (alguns requisitos da norma ou da empresa não sendo atendidos). Isto já é uma não conformidade, não ter não conformidade é porque está perfeita e não precisa de melhoria contínua. As organizações devem estar sempre em melhoria contínua, afinal os requisitos dos clientes, do mercado estão sempre em constante renovação e o desafio é sempre melhorar os processos da organização e por tabela o sistema de gestão. Como numa auditoria percebemos isto? Basta ver os indicadores de desempenho dos processos ao longo do tempo. Aqueles que atingiram as metas, a diretoria deu novas metas mais desafiadoras buscando a melhoria contínua? Ou novos objetivos, metas e indicadores foram criados? Ou está tudo estagnado?
Não existe melhoria suficiente. A melhoria contínua está sempre na frente e a organização deve sempre buscar isto. Uma vez auditei uma empresa que na sua auditoria interna não havia detectado nenhuma não conformidade (alguns requisitos da norma ou da empresa não sendo atendidos). Isto já é uma não conformidade, não ter não conformidade é porque está perfeita e não precisa de melhoria contínua. As organizações devem estar sempre em melhoria contínua, afinal os requisitos dos clientes, do mercado estão sempre em constante renovação e o desafio é sempre melhorar os processos da organização e por tabela o sistema de gestão. Como numa auditoria percebemos isto? Basta ver os indicadores de desempenho dos processos ao longo do tempo. Aqueles que atingiram as metas, a diretoria deu novas metas mais desafiadoras buscando a melhoria contínua? Ou novos objetivos, metas e indicadores foram criados? Ou está tudo estagnado?
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Disciplina militar
Estes dias uma colaboradora me pediu um conselho sobre a vontade do seu filho servir as forças armadas. Imediatamente lhe disse que era uma idéia que ela deveria incentivar. Desde que nascemos precisamos aprender a seguir ordens, a respeitar regras, a se sujeitar às hierarquias. Talvez a educação moderna focada em cuidados com a psicologia da criança, etc. é que tem ajudado a uma sociedade sem valores. A criança cresce vendo maus exemplos no seio familiar. Ela não aprende que na sociedade existem limites a serem respeitados, hierarquias a serem seguidas. Um jovem que entra nas forças armadas vai aprender a vida em equipe, vai entender como dependemos uns dos outros, que temos superiores em todos os estágios da vida pessoal e profissional aos quais devemos obedecer, vai aprender a enfrentar desafios, vai ser disciplinado para depois manter foco nos objetivos pessoais ou profissionais. E tudo isto é o que falta na nossa sociedade. Crescemos sem ter estes valores, não respeitando os outros, batendo em professores, perseguindo, humilhando, agredindo e até matando aqueles que são diferentes de nós. Aquele que passa pelo regime militar, se bem treinado, aprenderá a ter esses limites e não infringir ações que afetem a sociedade. Por isso eu falo que todos, sejam homens como mulheres, deveriam servir as forças armadas. Dali saem cidadãos formados para o bem da sociedade e não pessoas formadas pelas novelas da televisão, pelas gangues, etc. Até a falta de patriotismo, o amor à bandeira, à nação, reinantes neste país, podem melhorar.
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